quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A arte, o amor, seus olhos e eu

Uma epopeia exaustiva tracei entre dois pensamentos.
Não queria deixar de pensar naqueles olhos negros marcantes,
Mas precisava pensar em um emprego.
Sabe como é a vida!?
Estou amando e quero casar. Contudo tenho que juntar dinheiro,
E concretizar ao menos um futuro de luxos intermediários,
Pois isso é amor... desfigurar-se para conseguir ostentar (oferecer) para o ser amado
LUXO.
Não sou diferente:
“Eu te amo. Por isso vou fazer a maior festa de casamento do mundo pra você, AMOR!”.
Na verdade, eu não gosto muito de trabalhar.
Gosto de arte. E por mim faria arte, de diversas formas, o restante da vida em tempo integral.
Mas NÃO dá!
Artista, não famoso, morre de fome.
E arte só para agradar NÃO É ARTE.
Deixá-la-ei, pra DEPOIS.
DEPOIS da aposentadoria quem sabe?!
“Deus me ouça, por favor!
Não me deixe aposentar com salário mínimo.
Sei que para ser feliz no amor preciso trabalhar.
Darei minha vida se necessário!
Mas, por favor, me permita ser artista, pelo menos, alguns anos antes de minha morte.
Pois sei, com certeza, que alcançarei alguma felicidade pelo amor.
Mas só serei completo quando, enfim, puder me transbordar em arte.
O que é a arte a não ser o complemento do sentimento?
Só depois de completo serei inteiramente feliz!”.





Breno Callegari Freitas

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