quarta-feira, 20 de junho de 2012

Comentário sobre o filme “1984” baseado no livro de George Orwell

Obra de ficção que tem como tema central a opressão do estado ao povo através de uma tirania, cujo poder centralizado a tudo comanda, “construindo” a historia ao seu modo. Uma severa critica aos regimes totalitários onde a “verdade” é criada e imposta à população a partir dos interesses do Estado e de um único partido.
Winston Smith, personagem principal é funcionário do governo, e trabalha na imprensa controlando e alterando as noticias que são dadas a população, para favorecer o regime de modo que este tenha sempre razão. Todas as pessoas são vigiadas por telões e a sociedade está dividida entre funcionários externos e internos do partido e os proletários. Uma entidade misteriosa, o grande irmão (big brother) detém o poder supremo e sua imagem é vista por toda parte como se fora um deus (lembrando a Mao-Tse-Tung e outros tiranos como Hitler, Stalin que sempre tiveram suas imagens cultuadas por imposição da propaganda política). A meta do partido é controlar o passado alterando as noticias anteriormente publicadas, o presente impondo uma disciplinada de robotização do ser pela obediência cega, e o futuro através da destruição gradual dos valores humanos, da emoção, dos sentimentos comuns e, finalmente, da família, que representa uma ameaça ao modelo desejado pelo estado: uma multidão disciplinada que produz sem parar. As lembranças do jornalista, de uma infância distante vivendo com sua mãe e irmãos sob os escombros da guerra, revelam momentos vagos de sua vida passada e ratifica a necessidade que o homem tem de ter a sua historia preservada, de ter um passado. E isso, o estado tratava de apagar em todos os cidadãos.
Amargurado pelo seu oficio e percebendo a insanidade daquele modelo de sociedade na qual vive, Winston passa a registrar secretamente num diário algumas anotações relativas ao seus sentimentos e mantém encontros secretos com uma colega de partido, que divide com ele, opiniões, angustias e sonhos. Essas pequenas liberdades são proibidas e obviamente se contrapõe a filosofia do regime, tornando-os inimigos do estado.
Convidado pelo seu superior, Sr. O´Brien, para uma conversa em seu escritório, se ilude de que, tal como ele e Julia, sua amante, também o seu chefe estava insatisfeito, e se enche de esperança de que algo poderia acontecer para mudar aquela situação. Porem, dá-se o contrário, ambos são presos e torturados por este mesmo homem, até aceitarem aquela “verdade absoluta” do estado. Modificada a sua visão de realidade, eles não só a aceitam como também passam a amar o seu autor-controlador – o Grande Irmão.
     
FONTE: http://zedomundo.org/?p=381

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